• 12 DEZ 17

    ANTIDEPRESSIVOS SEM TERAPIA NÃO SURTEM EFEITOS DURADOUROS, SUGERE ESTUDO

    Um estudo sugere que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar redes neurais que não estão a funcionar normalmente, mas essa mudança só trará benefícios duradouros se acompanhada de uma mudança do paciente – mudança esta obtida através da psicoterapia.

    Essa mudança no “hardware” do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no “software” – o comportamento do paciente – mudança essa que surge através dos antidepressivos, só podendo ser alcançada mediante a psicoterapia ou terapias de reabilitação – refere o neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsínquia (Finlândia).

    Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais. Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por “falsas conexões” no cérebro podem ser tratadas – por exemplo, fobias, ansiedade, depressão, etc.

    A equipa do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos por vezes  não surtem efeitos para esses problemas. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtêm-se resultados de longa duração.

    “Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Precisamos também de mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” refere o investigador. A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar a razão pela qual os antidepressivos às vezes não surtem efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.

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