• 22 JAN 18

    Tomar um pequeno almoço pobre nutricionalmente na juventude aumenta riscos de síndrome metabólica na idade adulta

    Já todos ouvimos dizer que o pequeno almoço é uma refeição importante para a saúde. Um estudo desenvolvido pela Universidade de Umeå, na Suécia, e publicado na Public Health Nutrition veio reforçar ainda mais essa ideia. A pesquisa revelou que adolescentes que tomavam um pequeno almoço pobre apresentaram maior incidência de síndrome metabólica 27 anos depois.

    Síndrome metabólica é uma constelação de fatores de risco de origem metabólica que se associa a risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 (DM) e doenças cardiovasculares. A síndrome metabólica inclui obesidade abdominal, altos níveis de triglicerídeos, níveis baixos de colesterol HDL (o “bom”), pressão arterial alta e altos níveis de glicose no sangue.

    A pesquisa começou em 1981, quando os investigadores pediram a adolescentes para relatar o que eles comiam ao pequeno almoço. Os entrevistados foram submetidos a um exame de saúde 27 anos depois, que investigou a presença de síndrome metabólica.

    O estudo mostrou que os jovens que não costumavam tomar pequeno almoço ou tinham feito uma refeição pobre tiveram uma incidência 68% maior de síndrome metabólica na idade adulta. A conclusão levou em consideração os fatores socio-económicos e os hábitos de vida dos participantes. Obesidade abdominal e altos níveis de glicose no sangue foram os fatores mais claramento relacionados ao pequeno almoço pobre.

    “Outros estudos são necessários para que possamos entender os mecanismos envolvidos na relação entre a síndrome metabólica e o pequeno almoço, mas os nossos resultados demonstram que dispensar ou negligenciar essa refeição pode ter efeito negativo na regulação do açúcar no sangue” – disse Maria Wennberg, principal autora do estudo.

    Um pequeno almoço saudável?

    Um bom pequeno almoço é aquele que fornece, pelo menos, 1/3 das calorias do dia, e é rico em fibras, vitaminas e sais minerais.

    Experimente começar o seu dia com cereais, pão e fruta. São alimentos energéticos – hidratos de carbono – que são facilmente convertidos em glicose, o combustível do corpo. Estes alimentos são, também, ricos em vitaminas e sais minerais, e ricos em fitoquímicos e anti-oxidantes, combatentes de muitas doenças.

    Não bastaria um sumo de laranja e um bolo? Não, porque os alimentos pobres em fibra, e ainda por cima também ricos em açúcar refinado, libertam rapidamente a glicose, e provocam uma subida súbita dos níveis de açúcar no sangue. Depois, há uma descida aguda, muitas vezes abaixo dos níveis normais. Daí podem, então, resultar sintomas físicos, como dor de cabeça, falsa sensação de fome, tremor das mãos, distúrbios de visão, e irritabilidade. Não admira que os níveis de energia e eficiência de muitas pessoas sofram uma quebra antes do fim da manhã.

    Por outro lado, uma dieta rica em fibra vai prevenir a absorção demasiado rápida do açúcar, proporcionando, à corrente sanguínea, o fornecimento dos nutrientes de uma maneira mais uniforme e constante. Como resultado, tem-se energia constante para toda a manhã.

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